Reza a lenda... 🥰😘

By TilaC - agosto 25, 2024

Reza a lenda...


.... que eu inventei neste exato momento em meio a um suspiro profundo, que há certos amores que não nascem para habitar o chão firme da Terra. Amores que, na delicadeza de seu descompasso, encontram sua morada não nos corpos que os abrigariam, mas no espaço vasto e infinito, nascendo nas fissuras entre o tempo e o silêncio, onde os sonhos não se desfazem, mas ganham novas formas e brilhos etéreos. Esses amores... ao invés de perecerem sob o peso da realidade, são transformados em poeira de estrelas, vagando eternamente por entre constelações, planetas e buracos negros, como se o próprio cosmos os tivesse reclamado para si....
Numa dança infinita, esses amores descompassados ascendem ao céu, dissolvem-se em particulas sutis,espalhando-se como névoas cósmicas. Não conheceram o toque de mãos, o calor de um abraço ou o conforto de uma conversa ao pé do ouvido, mas no seu fluir silencioso, encontram-se entre as estrelas e se entrelaçam em comunhões secretas.Na vastidão do espaço sideral, formam desenhos invisíveis, como constelações que apenas os corações mais sensíveis podem perceber!!!!
São os amores que permanecem como um sussurro na alma, uma promessa não cumprida que se recusa a desaparecer. Eles brilham nas noites de lua cheia, quando o céu se torna um espelho de saudades e esperancas. Cada estrela que cintila pode ser um beijo que jamais foi dado, uma palavra de amor que se perdeu no tempo, mas que agora resplandece como uma centelha de vida,tocando o firmamento com sua luz suave. O céu, testemunha desse vagar eterno, acolhe esses amores com um carinho silencioso, permitindo que se esparramem entre os astros como segredos suspensos....
Quando a noite chega, é possível ouvir o eco desses amores. Eles não falam em línguas humanas, pois transcenderam a palavra. Susurram em murmúrios de vento, em brisas que tocam o rosto com uma ternura que só os que amam sem esperança de retorno compreendem. É uma linguagem feita de silêncios, de pausas, de suspensões entre o que foi e o que poderia ter sido. São como canções antigas que as estrelas cantam umas às outras, num idioma perdido que só o coração sabe decifrar.
Há quem diga que esses amores perdidos no éter são os que tornam as noites mais belas. Quando olhamos para o céu estrelado, estamos, sem saber, observando o espetáculo daqueles que se amaram sem jamais se tocar. Suas histórias estão inscritas no brilho das estrelas, nos véus delicados de poeira cósmica que vagam entre galáxias. Cada estrela que brilha é uma memória que se recusa a desaparecer, uma promessa de que, mesmo quando o amor não se concretiza, ele não se perde; transforma-se, alcançando uma dimensão que escapa ao toque, mas não ao olhar!!!
As luas cheias, com sua luminosidade serena, são cúmplices desses amores errantes. Elas os embalam, os acalmam, como quem diz que há beleza também na ausência. Sob a luz prateada, os corações que ficaram incompletos encontram consolo, e as estrelas se aproximam, beijando a noite com a suavidade de um gesto amoroso que o tempo não apagou.E nesses beijos, nesses encontros fugazes entre astros e sentimentos, os amores que não puderam florescer encontram um novo jeito de existir, longe das contingências da matéria, porém vivos no espírito do universo.
No espaço imenso e desconhecido, esses amores viajam em órbitas imprevisíveis, atravessando nebulosas e galáxias distantes. Eles se aproximam das fronteiras do desconhecido, beijam a borda de buracos negros, onde a gravidade os chama com uma força irresistível, mas, ao invés de serem tragados pelo esquecimento, encontram formas de resistir, aninhando-se nos vórtices da criação, nascendo e renascendo como pulsações de luz que ninguém consegue apagar....


...assim, ao olharmos para o céu numa noite calma, sentimos, ainda que por um breve momento, o toque desses amores (ainda)não concretizados. Eles nos lembram que o amor, mesmo quando não encontra seu caminho na Terra, não desaparece. Flutua, entrelaçado com a própria essência do universo, e se faz presente em cada estrela que cintila, em cada raio de luz que dança nas águas escuras da noite.
O espaço sideral é o grande guardião dos amores que não foram, e quem ousa sonhar ouve, entre um pulsar de estrela e outro, o eco dessas histórias inacabadas. Num céu silencioso, o brilho das estrelas pode ser visto como os olhos desses amores eternos, sempre atentos, sempre aguardando, sempre sussurrando uma nova palavra de esperança aos que ainda têm coragem de amar. Pois, ainda que não se concretizem, esses amores nunca morrem; eles se tornam parte do eterno e em forma de um coração apaixonado ficam vagando entre as constelações, perpetuamente beijando as estrelas como se de o seu amor se tratasse ....!!! 🤩


Aurora✨


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3 Comments

  1. Lindo Aurora! Eu também tenho essa crença. E talvez estes amores sejam os mais verdadeiros, mais puros e com mais esperança, precisamente por nunca terem acontecido.
    Obrigada por este momento e um excelente fim de semana!

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    1. Grata por o comentário 🙏
      E seja bem vinda!

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