Guardiões da Memória...

By TilaC - abril 24, 2024

Nas dobras do tempo, onde os dias se misturam em um emaranhado de lembranças e sonhos, ergue-se um altar à nostalgia, onde o amor se torna a mais sagrada das relíquias. É ali, entre as páginas amareladas da memória, que se desenrola a saga de dois corações entrelaçados, dançando na corda bamba entre a luz e a sombra. "Meu amor", ressoa o eco de tantas e tantas vida do (nosso) passado, uma canção triste e bela que ecoa pelas colinas da saudade. É como se cada sílaba fosse um eco do que já foi, uma promessa quebrada pelo fio invisível do tempo. E no entanto, a esperança persiste, como uma chama vacilante em meio à escuridão, clamando para ser guardada, protegida do vendaval que ameaça extinguir nossa luz!!!


É um pedido desesperado, um grito de socorro lançado ao universo indiferente. Guarda-me, implora o coração ferido, guarda-me em ti para que eu não desapareça nas sombras do esquecimento. E assim, o amor se torna um farol na noite escura, uma âncora que nos mantém firmes diante das tempestades da vida. Cada palavra é um elo frágil que nos une, um laço que nos prende ao passado e nos lança em direção ao futuro incerto e que teima em não chegar. E ainda assim, é preciso seguir em frente, mesmo quando o caminho se torna íngreme e tortuoso. Pois o amor não conhece fronteiras, não reconhece limites, e mesmo quando tudo mais desaparece, ele permanece, imortal e eterno....


... e  assim, erguemo-nos das cinzas do passado, como fênix renascida das chamas, prontos para enfrentar o desconhecido que se estende diante de nós. Pois enquanto houver amor, enquanto houver esperança, nunca estaremos verdadeiramente perdidos. Guarda-nos, então (meu Deus), em teu coração, em tua alma, em cada fibra do teu ser. Pois somente assim, somente juntos, poderemos transcender as barreiras do tempo e do espaço, e nos tornarmos um só, para toda a eternidade....


Aurora


Todos os Direitos Reservados
Lei N.º 50/2004 de 24 de Agosto


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