"No suave perfume das flores de abril, Portugal despertou para um novo amanhecer, tingido pelas cores da esperança e da libertação. No pulsar das ruas, o coração da nação batia ao ritmo dos passos decididos daqueles que buscavam a liberdade há tanto tempo aprisionada. Em cada esquina, o murmúrio das vozes se erguia como um hino de rebeldia, entrelaçando-se com o tilintar dos cravos vermelhos que brotavam da terra árida da opressão. As muralhas do medo desmoronavam diante da coragem dos que ousaram desafiar o jugo do autoritarismo, transformando os canhões em vasos de paz adornados com a pureza das pétalas!!!
Nas almas dos portugueses, acendeu-se a chama da esperança, iluminando os caminhos outrora sombrios com a promessa de um futuro mais luminoso. Como uma borboleta libertada da crisálida, Portugal alçou voo rumo aos céus da democracia, onde os sonhos podiam finalmente alçar-se sem temer a sombra da repressão.... o 25 de abril não é apenas uma data no calendário, mas sim um poema entoado pela história, uma ode à coragem e à determinação do povo lusitano. É o eco eterno da voz da liberdade, que ressoa através das gerações, lembrando-nos sempre que, mesmo nos momentos mais sombrios, a luz da esperança nunca se apaga....!!! "
O dia 25 de abril é uma data marcante na história de Portugal, celebrada como o Dia da Liberdade. Este dia representa o culminar de uma longa luta pela democracia e pela liberdade de expressão no país. Em 25 de abril de 1974, um golpe militar conhecido como a Revolução dos Cravos derrubou o regime autoritário do Estado Novo, que estava no poder desde 1933, liderado por António de Oliveira Salazar e, posteriormente, Marcelo Caetano. Esta revolução foi um momento crucial na história de Portugal, marcando o fim de décadas de repressão política, censura e opressão. Os militares rebeldes, liderados pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), conduziram uma operação bem-sucedida que resultou na queda do governo autoritário. O povo português, cansado de anos de ditadura e guerra colonial, saiu às ruas para apoiar os militares e celebrar a conquista da liberdade. Uma das imagens mais icônicas desse dia é a colocação de cravos vermelhos nos canos das armas dos soldados, simbolizando a não violência e a paz. A Revolução dos Cravos não só libertou Portugal do jugo autoritário, mas também abriu caminho para a transição para a democracia. Pouco depois do golpe, iniciaram-se as negociações entre os militares, os partidos políticos e os movimentos sociais, resultando na realização de eleições livres em 1976 e na promulgação de uma nova Constituição em 1976, que estabeleceu Portugal como uma república democrática. Desde então, o 25 de abril é celebrado anualmente em Portugal como um símbolo da resistência, da luta pela liberdade e da importância da democracia. É um dia de reflexão sobre as conquistas alcançadas e sobre os desafios que ainda enfrentamos para preservar e fortalecer os valores democráticos. Além disso, o 25 de abril também é uma ocasião para celebrar a cultura portuguesa e a diversidade do país. É um momento em que as pessoas se reúnem em todo o país para assistir a desfiles, concertos, exposições e outras atividades que celebram a identidade nacional e a herança histórica de Portugal....
Em suma, o 25 de abril é muito mais do que apenas um feriado nacional em Portugal. É um lembrete poderoso do poder do povo, da importância da liberdade e da necessidade contínua de proteger e promover os ideais democráticos...!!!
Aurora
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1 Comments
Aurora... Tenho estado a ler os seus textos publicados aqui no seu blogue e este trata de uma data muito importante para umas pessoas, assim-assim para outras, lamentável para uma parte e apenas recordada como uma efeméride que só é comemorada uma vez por ano. Em Lisboa, onde nasci em 1961, fazem-se duas comemorações: uma, solene, na Assembleia da República, com alguma da "elite" portuguesa (umas pessoas eleitas, umas pessoas convidadas pelas anteriores, alguns "capitães de Abril" e um ou outro ex-Presidente da República e/ou ex-Primeiro-Ministro mais as respectivas) e o"povo" nas "galerias"..., outra, mais ou menos popular, com algumas associações, um ou outro "capitão de Abril", alguns políticos de esquerda e outros de "esquerda", na Avenida da Liberdade... E muitos cravos "vermelhos", que para mim são encarnados... Que se comemore o "25 de Abril", por muitos anos, nos dois locais indicados e, também, na "Praça do Comércio", que eu designo por Terreiro do Paço, assim como no Largo do Carmo (onde o meu primo, em terceiro grau por via paterna, Marcello José das Neves Alves Caetano, então Presidente do Conselho de
ResponderEliminarMinistros, se refugiou no Quartel da Guarda Nacional Republicana), ao qual eu chamo... Largo do Carmo... Só espero que não aconteça ao "25 de Abril" o que aconteceu ao "5 de Outubro", este que era comemorado com muita afluência popular (à Praça do Municipio), durante a Primeira República (5 de Outubro de 1910 - 28 de Maio de 1926) e com alguma durante o Estado Novo, ao qual alguns e algumas ignorantes chamam, erradamente, "fascismo" (que só existiu na Itália e só durante a ditadura do Benito Mussolini, que era socialista, como, aliás, o Adolf Hitler, nascido na Áustria, em Braunau e, entre 1933 e 1945, líder da Alemanha nacional-socialista). O que é que aconteceu ao "5 de Outubro" dos nossos dias, que anda a ser comemorado, pelos do costume..., às escondidas? Quando o António Luís Santos da Costa (conheço-o desde os três anos de idade: fomos colegas no "Jardim-Infantil Luso-Suico", actual "Colégio Luso-Suico" e nas aulas da Quarta Classe, da professora Viviana, ele estava sentado atrás de mim, conforme comprova uma das fotografias que possuo) foi Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, chegou a ser (muito mal) comemorado, à porta-fechada (aparentemente só para convidadas e para convidados, o que não impediu duas senhoras de dar "espectáculo": a mais nova, com uma mochila pequena às costas, cantou uma composição do Fernando Lopes Graça que apela à resistência..., algumas pessoas que estavam próximas aplaudiram... provavelmente por acharem que fazia parte da fraquinha comemoração; a menos nova disse, em voz alta, que tinha uma pensão, uma reforma ou uma remuneração muito baixa e que era ajudada por uma pessoa da família, tendo também dito "estes senhores fazem pouco de nós", o que infelizmente, em certos casos, é verdade... , como vi na televisão deve estar na Internet...). Foi no "Páteo da Galé", um espaço coberto com bastante área, que fica perto da Câmara Municipal de Lisboa. E a Bandeira Nacional, virada para baixo, hasteada pelo, então, Presidente da República Aníbal António Cavaco Silva, na mesma varanda da Câmara Municipal de Lisboa onde o José Relvas anunciou a Implantação da República, que "Hoje, 5 de Outubro de 1910, às onze horas da manhã, foi proclamada a República de Portugal na sala nobre dos Paços do Município de Lisboa, depois de terminado o movimento da Revolução Nacional.(...)." ("Diário do Governo", de 6 de Outubro de 1910). Para terminar... No "5 de Outubro" de 2024, ou seja o último (que seja o último sem público na Praça do Municipio) (a "elite" pode ir desde que fique de pé e atrás do "povo" que ficará sentado), colocaram "baias" metálicas a cerca de duzentos e cinquenta metros da Praça do Municipio... Uma vergonha! Contra as "baias" em metal, sonoras "vaias"? É