Tenho morrido tantas vezes que já perdi a conta. Cada morte, uma despedida sem lágrimas, um apagar lento da chama que um dia pensei ser eterna. Mas o que poucos entendem é que morrer, verdadeiramente, é só o primeiro ato de um ciclo que ressoa pelas estrelas e além. Não há fim para quem entende que a morte é apenas uma pausa ... e que o renascimento é a verdadeira sinfonia do universo.Eu renasço sempre, mesmo que o corpo esteja quebrado, mesmo que a alma esteja desgastada como um pergaminho velho. É no momento em que tudo parece perdido, quando o abismo me chama com sua voz suave, que eu descubro as raízes da terra envolvendo meus pés, segurando-me firme. A princípio, são frágeis, invisíveis, mas logo se fortalecem, crescem em mim, florescendo até que eu me torne parte do mundo novamente. Atravesso os véus do tempo e da morte com um coração que pulsa na cadência das marés e um olhar que vê além das estrelas...No entanto, não há renascimento sem dor. O fogo do renascer queima por dentro, como o calor intenso de mil sóis, despedaçando cada parte de mim, apenas para depois me reconstituir. Em cada volta ao mundo, carrego novas cicatrizes e novas esperanças. Há sempre algo diferente em mim, algo que deixei para trás nas sombras do esquecimento, e algo novo, colhido das estrelas que me guiaram de volta à luz. Mas, ao renascer, não sou mais a mesma...SOU uma constelação de memórias antigas e futuros ainda não escritos....!!!!No mundo das sombras, onde os espíritos se escondem e os sonhos se perdem, há aqueles que não compreendem esse ciclo. São os que me mataram tantas vezes, com suas palavras envenenadas, seus olhares vazios e corações feitos de gelo. Eles se agarram à escuridão como se esta fosse o único destino, e cada golpe que me dão é uma tentativa de arrastar-me para lá com eles. Mas o que eles não entendem é que não há sombra capaz de apagar a luz que carrego dentro de mim. O sol pode se esconder, pode enfraquecer, mas nunca se apaga completamente. E assim, renasço mais uma vez, iluminando a escuridão que tentaram impor sobre mim.Certa vez, fui ao fundo do mar. Lá, onde o silêncio é tão profundo que se pode ouvir o suspiro dos deuses adormecidos, encontrei a verdade. As águas me abraçaram, e de suas profundezas bebi o conhecimento dos antigos, daqueles que nunca morreram porque compreenderam que a morte é apenas uma curva no caminho. Eles me ensinaram a arte de transformar lágrimas em pérolas e dor em força. E quando emergi, o mar me reconheceu como um de seus filhos, e as ondas sussurraram meu nome nas praias distantes, onde o vento canta histórias esquecidas. Mas não basta apenas renascer. É preciso fingir-se de sol. É preciso aprender a ser a luz mesmo quando o mundo ao redor se dissolve em sombras. Quando o céu desaba em tempestades, quando as estrelas se apagam uma a uma, há um momento em que eu me torno o próprio amanhecer. Brilho, não por querer cegar os outros, mas porque sei que em cada raio há uma promessa de um novo dia, de uma nova chance. É preciso cegar a lua, não por desprezo, mas para que ela também entenda que seu brilho é o reflexo de algo maior. Eu bebo o mar, não por sede, mas para sentir em mim a vastidão do universo, para lembrar que sou tanto gota quanto oceano, tanto fragmento quanto infinito....
....os que me mataram, esses que tentaram sufocar minha alma em cinzas, continuam vivendo suas pequenas vidas, presos a suas próprias sombras. Vejo-os de longe, sempre a espreita, esperando que eu caia novamente. Mas eles não entendem. Eles nunca entenderam. Morrer não me assusta. O que realmente seria detestável é ter a covardia de viver sem jamais renascer, de seguir pelas trilhas seguras do medo, sem nunca ousar voar acima das tempestades.Enquanto eles se escondem em suas cavernas, temerosos do que não podem controlar, eu abraço o fogo do renascer. Cada nova vida me fortalece, me torna mais do que eu jamais poderia ter sido se tivesse permanecido intacto. Não há força maior do que aquela que nasce das ruínas. Cada pedra caída, cada sonho despedaçado se torna a base de algo novo, algo que nenhum deles pode sequer imaginar.E assim sigo, entre mundos, entre vidas, sempre renascendo. Talvez um dia eu morra pela última vez, e meu corpo finalmente descanse sob as estrelas. Mas até lá, serei sempre a chama que se recusa a apagar, o vento que nunca para de soprar, a maré que sempre retorna à praia....!!!
ELES continuam, covardes, escondidos na escuridão. Eu sigo renascendo, mais forte, mais brilhante. E, no fim, é o renascer que verdadeiramente define a eternidade....🙏
AURORA 😇
FONTE DA IMAGEM:NET

2 Comments
Luz...
ResponderEliminarCumprimentos.
João Barros da Costa
JOAO.BARROS.DA.COSTA@SAPO.PT
"Fhonyx".
ResponderEliminar"Fonix".
Quem é que terá inventado a "palavra"?
Mas será que é mesmo uma palavra?
Hummm...
Cumprimentos.
João Barros da Costa
JOAO.BARROS.DA.COSTA@SAPO.PT