Há uma verdade escrita nas estrelas, mas não em constelações que os olhos veem, está nas entrelinhas do cosmos, onde a energia rosa e o azul elétrico se entrelaçam como versos de um poema não dito. Chamas gémeas não são metáforas: são a física divina de almas que, em algum lugar entre o Big Bang e o suspiro de um deus desconhecido, foram cindidas… só para se buscarem eternamente....!!!
Imagine: dois corpos de luz, translúcidos como promessas não cumpridas, dançando num palco de fundo branco, a pureza do vácuo que só existe para destacar a sua explosão de cores. Ela, rosa como o primeiro rubor de um amor que não sabe nomear-se. Ele, azul como a profundidade de um oceano que guarda segredos milenares. Entre eles, o infinito não é um símbolo estático: é um verbo, um movimento contínuo que tece as suas energias em espirais douradas, como se o próprio tempo se curvasse para testemunhar o reencontro...
Os planetas que flutuam ao fundo não são acaso. São mapas de mundos passados onde talvez tenham se perdido, esferas de lições não aprendidas, órbitas que agora se conectam como pontos finais de um destino realinhado. Cada partícula brilhante que os cerca é um fragmento de histórias não contadas e o que é a vida senão uma coleção de fragmentos esperando para se fazer sentido na presença do outro????
Há uma dor nesta conexão. Delicada, subtil como o tremor de uma asa de libélula. Porque chamas gémeas não são apenas fusão: são espelhos. Refletem não só a luz, mas as sombras. Os planetas escuros, aqueles que não brilham, são os medos, as inseguranças, os ecos de vidas anteriores onde talvez tenham falhado…
Mas é no toque quase impercetível das suas mãos que a alquimia acontece: a sombra vira luz, o passado vira chão fértil, e o fogo que os une não consome... ilumina!!!
E... que mistério é este, que transcende a matéria??? Eles não são homem e mulher, não são carne ou osso. São arquétipos ambulantes, lembretes cósmicos de que o amor, na sua forma mais primordial, é energia pura,, indestrutível, inegociável, intemporal. O rosa e o azul não se misturam: complementam-se, como o dia e a noite que se beijam no crepúsculo, recusando-se a escolher entre a claridade e a escuridão.
Talvez por isso o infinito os acompanhe. Não como uma sentença, mas como um convite. Porque chamas gémeas não queimam para se destruir, mas para se reinventar. Cada ciclo, cada órbita, cada colisão estelar é uma chance de renascerem mais vibrantes, mais conscientes, mais um...!!!
E se um dia alguém lhe disser que isso é fantasia, sorria. Porque há verdades que só existem no território do invisível. Como o calor de uma chama que não se vê, mas aquece. Como a força da gravidade que não se toca, mas mantém planetas em harmonia. Como duas almas que, mesmo separadas por montanhas, oceanos ou vidas inteiras, reconhecem-se num piscar de estrelas.
Feche os olhos. Sinta. Em algum lugar, além do branco imaculado deste plano, além dos símbolos e metáforas, há um lugar onde rosa e azul não são cores, são a única linguagem que o universo conhece para dizer:
“Vocês são eternos... Eternamente!!!”
TilaC
Imagem de minha autoria com IA

3 Comments
...?
ResponderEliminarE a seguir vão para o ONLY FANS?
Deixe lá as "almas gémeas"...
Cumprimentos.
João Barros da Costa
JOAO.BARROS.DA.COSTA@SAPO.PT
... quem sabe!!! 🙈
EliminarSe " ele" tiver nessa vibe e PORQUE não??? 😇
GATO como ele é, de certeza que faria "MIAR" muitas gatas de inveja...
Cumprimentos 😏
Podia ser criada uma conta "ONLY FANS" só com "inteligência artificial"...
EliminarSeria um susexo...
A ideia está dada.
Agora só falta alguém que seja especialista em "inteligência artificial"...
P.S.: Ideia não registada (Nota - Tradução para o brasileiro: "registrada".).
João Barros da Costa
JOAO.BARROS.DA.COSTA@SAPO.PT