Untitled

By TilaC - março 06, 2025

Era uma vez...


... uma menina que tinha nascido de uma gota de orvalho.


Essa menina era filha do Frio e da Madrugada.


Cresceu numa pétala de uma rosa encarnada, num jardim de ventania.


Um dia decidiu conhecer o que via para além do Espaço.


Escolheu a Porta da Glória e foi em busca do Conhecimento.


Andou por muitas galáxias.


Esteve em muitos planetas.


Até entrou em buracos negros.


A sua vitalidade estava reforçada.


Um dia decidiu voltar ao jardim que a viu crescer.


Quando lá chegou, viu que o jardim já não existia.


No seu lugar estava o Nada.


Ela olhou e não gostou.


"E agora?" - pensou ela.


Decidiu ir à Luta e punir quem a tinha prejudicado.


Afinal era o seu jardim.


"Luta! Sabes quem destruiu o meu jardim?"


"Sei." - disse a Luta.


"Diz-me quem foi." - pediu ela.


(NÃO PEDIU OS CRÉDITOS DA PRIMEIRA PARTE E TENHO COMO O PROVAR) 🙈🤣🤣🤣



"Foi o Senhor do Caos."- respondeu à Luta, erguendo uma espada feita de sombras e estrelas cadentes. "Ele devora mundos para alimentar o seu vazio. Mas cuidado: ele habita o Palácio de Obsidiana, além do Abismo dos Sussurros."
A menina, agora mulher, feita de geada e aurora.... cerrou os punhos. As suas mãos brilharam como cristais de gelo sob a luz de um sol moribundo. "Leve-me até ele" ordenou, e a Luta sorriu, porque finalmente alguém a convidava para algo além de destruição.
A jornada até o Abismo foi repleta de espelhos que mostravam memórias do jardim: a rosa encarnada balançando no vento, o orvalho nas suas pétalas reluzindo como lágrimas de diamante. Cada imagem a cortava, mas também a fortalecia. Quando chegaram à borda do Abismo, um barqueiro espectral apareceu, a sua capa bordada com os nomes de todos os jardins esquecidos do universo.
- A travessia custa um fragmento da tua essência - sussurrou ele.
Ela não hesitou: arrancou um fio de cabelo, que se transformou numa serpente de prata. O barqueiro aceitou, e enquanto remavam por águas negras onde planetas mortos boiavam como folhas podres, a Luta contou-lhe segredos do Caos:"Ele teme apenas uma coisa, o que nasce do vazio, mas não o alimenta...."
No Palácio de Obsidiana, paredes reflexivas distorciam a sua imagem até que ela não se reconhecesse. O Senhor do Caos era uma figura sem rosto, vestindo mantos que se desfaziam em fumaça e gritos. "Você veio-me punir por um punhado de flores?" zombou, a sua voz ecoando como trovão em crânios.
- Vim devolver o que você roubou!!! - ela respondeu, e nas suas palavras havia o silvo do vento do jardim, o cheiro da terra após a chuva.
O combate não foi com armas, mas com memórias. O Caos lançou contra ela tempestades de esquecimento, mas ela contra-atacou com o nome secreto que a Madrugada ensinara-lhe quando criança. A cada sílaba, raízes brotavam da obsidiana, flores desabrochavam nas fendas. O palácio rachou, revelando o céu noturno.
No final, o Senhor do Caos ruiu como areia, mas nos seus olhos, por um instante, ela viu algo familiar: o brilho de uma estrela solitária, igual à que a guiara de volta ao jardim.
Ao voltar ao local do Nada, a menina soprou sobre as suas mãos. Do seu hálito saíram gotas de orvalho, que caíram no vácuo. Brotou então uma única rosa, negra desta vez, com pétalas que guardavam toda a escuridão que ela enfrentara. E embora o jardim original estivesse perdido, ela entendeu: às vezes, destruir e criar são atos da mesma dança cósmica.
A Luta, agora a sua companheira, perguntou: "E agora????"
Ela sorriu, colhendo a rosa negra. "Agora, plantamos."
A primeira semente foi um fragmento da rosa negra, que a menina enterrou com as mãos nuas na superfície do Nada. Luta, em vez da sua espada, usou agora um punhal de luz para cavar sulcos no vazio. A cada gesto, o silêncio do lugar se enchia de sussurros,eram vozes de jardins extintos, sementes adormecidas em estrelas mortas, raízes que teimavam em lembrar da terra....
A rosa negra cresceu rápido, mas não para cima: as suas raízes se espalharam como veias cósmicas, abrindo caminho através de dimensões esquecidas. Delas brotaram flores-de-gelo, árvores cujos frutos eram micro galáxias, e trepadeiras que contorciam o tempo. O jardim renascia, mas não era mais apenas um lugar... Era um ser...!!!!
- Ele precisa de um nome.... disse Luta, observando como as pétalas da rosa negra se abriam em direção a um sol que ainda não existia.
- Jardim das Ausências...!!!- respondeu à menina, tocando uma folha que sangrava orvalho. Porque carrega o que foi perdido, e o que nunca será.
Mas o novo jardim atraía visitantes. Na primeira lua que nasceu sobre ele, uma lua feita de lágrimas solidificadas da Madrugada, chegou o Tecelão de Destinos. A sua capa era uma tapeçaria de futuros possíveis, e os seus olhos brilhavam como buracos brancos.
- Este lugar é perigoso!!1 - advertiu ele, apontando para as raízes que penetravam até o Reino das Sombras.- O Senhor do Caos era apenas um servo. Quem verdadeiramente devorou o teu jardim original foi a Fome Sem Nome, mãe de todos os vazios. E ela virá.
A menina olhou para Luta, e pela primeira vez viu hesitação nos seus olhos de guerra. Mas antes que pudessem falar, a terra sob os seus pés tremeu. Das profundezas do Jardim das Ausências, emergiu uma figura translúcida: era a Memória do Frio, seu pai, materializada em cristais de neve eterna...
- Filha da gota efêmera... ecoou a sua voz, quebrava-se como vidro. — Para enfrentar a Fome, você precisará do que nem eu pude-te dar: o Fogo que Não Queima...!!! (GRATA PAI)
- Onde encontrá-lo? — perguntou ela, enquanto o jardim começava a se enrolar sobre si mesmo, preparando-se para algo.
- No coração das estrelas que se recusam a morrer... sussurrou o Frio seu PAI, desintegrando-se numa brisa que cheirava a infância.
A aventura, então, se dividiu em três caminhos:
A Descida até o Reino das Sombras, onde Luta enfrentaria espectros do próprio passado.
A Ascensão até uma estrela agonizante, onde a menina buscaria o Fogo místico.
A Proteção do Jardim, agora vulnerável aos ataques da Fome Sem Nome.
Escolheram separar-se, um risco, pois ambas eram parte do mesmo sonho agora. Luta mergulhou nas sombras, gritando versos de desafio. A menina, porém, cavalgou um cometa rumo à estrela sem nome, cujo núcleo guardava o Fogo que Não Queima. No caminho, encontrou os Fragmentários, seres que colecionavam pedaços de almas perdidas.
- O que trocaria pelo Fogo???? Perguntaram eles, em uníssono.
- Uma memória... ela ofereceu, sem hesitar.
E deu-lhes a lembrança do momento em que percebeu que o jardim original havia desaparecido. A dor daquela ausência foi tão intensa que os Fragmentários choraram lágrimas de mercúrio.
Quando finalmente alcançou o núcleo da estrela sem nome, encontrou não um fogo, mas uma criança feita de plasma, dançando sobre a própria destruição.
— Você veio-me salvar???? a criança riu, enquanto a estrela colapsava ao redor delas.
— Vim aprender...!!! Respondeu a menina, e estendeu a mão.
Enquanto isso, no Jardim das Ausências...
A Fome Sem Nome chegou. Era uma presença sem forma, um apetite que dobrara o espaço. As rosas de gelo murcharam, as árvores-galáxia definharam. Então, do centro da rosa negra, surgiu um Jardineiro Silencioso, uma entidade que a menina, sem saber, gerara ao nomear o jardim....


Ele não lutou.


Cantou!!!


E no seu canto, a Fome começou a...


... dançar!!!


**************************


Respondo a um dasafio, e agora quem será que escreveu? O ChatGPT ou uma ser humana... 😏


Imagem de MINHA autoria com IA pois eu não sei desenhar, mas foi com IAAAAAAA 😈 Já disse que NÃO SEI DESENHAR, mas sei fazer lindas imagens com IA.... 🤣🤣🤣Rsssssss isso de NADA vale, todos sabem fazer!!! DEVERIAS APRENDER A DESENHAR... Mas, nãooooo vais sempre por o caminho mais fácil!!! tipo, ROUBAR imagens sem as DESENHAR ( aquilo é arte DIGITAL) sendo assim tambem foi feito  no PC 🙈🤣🤣🤣


d265274b-05bc-45ee-8649-71495aa88435.png

  • Share:

You Might Also Like

6 Comments

  1. Para que não reste DUVIDAS
    TODAS DE MINHA AUTORIA COM IA - facto que não retira todo o MEU mérito!!!
    👉 https://pt.pinterest.com/osonhodeaurora/

    ResponderEliminar
  2. JOÃO BARROS DA COSTA07/03/25, 22:58

    Excelente...
    P.S.: A primeira parte. Fui eu que escrevi. É a das LETRAS PEQUENINAS.
    NÃO ESTÁ MAL...
    P.S.: A SEGUNDA PARTE. ALGUÉM ESCREVEU. É A DAS letras grandes.

    Cumprimentos.

    João Barros da Costa

    JOAO.BARROS.DA.COSTA@SAPO.PT

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O das letras grandes foi o Dan Brown...
      ... sempre se esquece de assinar...!!!! 😇

      Eliminar
  3. JOÃO BARROS DA COSTA15/03/25, 20:30

    ...?

    O Dan Brown escreve e o Tom Hanks interpreta.
    A "especialista" em "inteligência artificial" ilustra.
    Está "êspérândô ó quê p'rá fázê' um livró só com 'suás' ilustráções"?
    Em "e-book" é fácil.
    Em papel...
    Cumprimentos.

    João Barros da Costa

    JOAO.BARROS.DA.COSTA@SAPO.PT

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. CUM TUDO O RESPETO... 🙄
      palhaço/PALHAÇA!!! 🤣🤣🤣

      Eliminar
  4. JOÃO BARROS DA COSTA19/03/25, 00:44

    CIRQUE DU SOLEIL?



    João Barros da Costa

    JOAO.BARROS.DA.COSTA@SAPO.PT

    ResponderEliminar