Há uma força nas mulheres que nasce do invisivel....
Não é teimosia. É fidelidade ao que ainda pulsa no peito.
Enquanto existir uma restia de "nós", ela fala. Fala com as mãos, com as lágrimas, com as crises que parecem furacões varrendo a sala. Ela grita, discute, rasga o céu com perguntas não respondidas, afunda os dedos na terra escura do medo e arranca dele as raízes da dyvida.
Ela tenta....!!!!
Torna-se arquiteta de pontes quebradas,costureira de rasgoes na alma, jardineira de um jardim onde só ela rega as flores. Chora no banho, ri no meio da briga, treme de ciumes como se o amor fosse um animal selvagem prestes a fugir. Faz isso não por fraqueza, mas porque enxerga luz onde os outros já veem cinzas.
Mas há um limite para o que um coração pode carregar!!!
Quando todas as palavras foram ditas e ecoaram no vazio....
Quando todas as cartas foram jogadas e virara pó na mesa do tempo...
Quando o corpo, cansado de lutar, já não aguenta mais sangrar esperança!!!!
Ela cala-se....
Não é um silêncio vazio. É um oceano parado!!!
É a quietude de quem olhou para dentro e encontrou um deserto onde antes havia florestas. O amor não morreu num berro; ele dissolveu-se num sussurro rouco, na ultima lágrima que secou antes de cair.
Quando uma mulher se cala, é porque ela já se ouviu....
Ouviu a própria voz ecoar nas paredes vazias do que um dia chamou de "amor".
E.... entendeu que algumas guerras não se vencem se abandonam...!!!
Não é vingança.... É sobrevivência!!!!
O seu silêncio é a fronteira final. Uma neblina que sobe entre dois mundos: o dela, que segue adiante, e o dele, que ficou parado no porto, achando que tempestades passam com o tempo.
Ele não compreende: o que ela cala não é rancor!!!
É o adeus escrito em língua de pássaros migratórios....
E.... quando ela vira as costas, não leva drama nem teatro.
Leva apenas o eco dos próprios passos e um segredo enterrado no peito:"Tudo o que eu era por ti, agora é semente de outra árvore.. Da minha árvore!!
Crescerá longe daqui,onde o silêncio não é exílio,mas solo novo..."
Existe um lugar na mulher que ninguém ensina a nomear. É ali, naquele solo húmido e sagrado, que ela planta cada tentativa, cada grito, cada lágrima que escorre em segredo. Enquanto acredita, enquanto sente o fio tênue do "nós" ainda pulsando, ela luta com as armas que tem: palavras como facas que limpam feridas, rugidos que sacodem as paredes do mundo, mãos que reconstroem o amor pedaço por pedaço.
Ela não desiste no primeiro obstáculo...desiste após atravessar o deserto inteiro!!!
Há beleza nessa resistência: ela é a árvore que se inclina na tempestade, mas não quebra. É a terra que aceita a chuva acida e ainda guarda sementes sob a sua superfície. Ela tenta porque ama, não porque é forte. Ama como quem respira fundo antes de mergulhar em águas turvas, sabendo que pode não voltar a superficie.
Mas um dia…
Algo dentro dela se esgota.
Não é raiva. Não é cansaço.
É uma quietude profunda, como a primeira geada do inverno, quando a terra entende que é hora de descansar.
O silêncio que então nasce não é vazio. É cheio.
Cheio de todas as palavras não ouvidase não ditas, de todos os abraços que ficaram suspensos no ar, de todas as versões dela que morreram em nome do "nós". Esse silêncio é um utero escuro: um lugar de transformação. Lá dentro, algo antigo se desfaz… e algo novo, ainda sem nome, começa a germinar.
Quando ela se cala, é por escutar a própria alma sussurrar:
"Chega...!!!"
E esse "chega" não é derrota.... é sagrado!!!
É o instante em que ela retira as mãos do barro alheio e as volta para seu próprio corpo, o seu próprio nome, o seu próprio chão.
Homens costumam confundir esse silêncio.
Pensam que é tristeza, ou rendição, ou esquecimento.
Não veem que é um ritual de renascimento.
Que dentro daquela quietude, ela está desenterrando as suas proprias raízes da terra do outro e transplantando-as para um vaso só seu.
E quando ela vira as costas, não leva drama.
Leva apenas o sagrado peso da própria existência.
Não há rancor na partida... há alívio. Como quem fecha um livro pesado depois da ultima página e sente o peso do mundo deslizar dos ombros.
O amor que um dia foi fogo agora é cinza fértil.
E ela????
Ela já é semente de outra coisa. Do seu amor prórpio...
Algo que crescerá sem pedir permissão, sem gritar por atenção, sem mendigar ser vista. Algo que florescerá em silêncio...
...porque aprendeu que algumas verdades não precisam de voz.
Precisam apenas de raízes!!!
TilaC
Imagem gerada com Qwen IA

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