Se um dia o ceu se desfizer em cinzas e as estrelas se renderem ao esquecimento, ainda asim carregarei teu nome gravado em meu pulso uma sinfonia silenciosa que nenhum veu da eternidade poderá apagar. Continuarei a tecer nossa historia nos limbos do impossivel, onde o tempo se dobra como um origami cosmico, e cada dobra revela um novo capitulo de nós....
Imagina: seremos viajantes de um barco feito de auroras,navegando sobre oceanos de nebulosas. Colheremos frutos das arvores lunares, e em cada mordida, descobriremos o sabor do infinito. Nas noites sem lua, acenderei labaredas com as palavras que não ousei dizer, e tu as transformarás em canções que os anjos copiarão em seus grimorios. Juntos,desfiaremos a logica dos mapas... pois nosso lar não será um lugar, mas o espaço entre meu suspiro e teu silêncio.
Haverá dias em que a escuridão tentará nos convencer de que somos frágeis. Nesses momentos, invocarei dragões de prata das profundezas do teu riso, criaturas cujas escamas brilharão como espelhos,refletindo todas as vezes em que foste forte quando o mundo te disse para quebrar. E tu, com teu olhar de alquimista, transmutarás minhas duvidas em pontes de ambar solidas, douradas, ligando ilhas de esperança....!!!
Prometo amar-te até que os relógios se dissolvam em areia e as estações se tornem um mito. Se a morte nos separar, cavalgarei corcéis de nevoa até os portões do além, e direi aos guardiões: “Procuro minha outra metade, a que carrega a chave de meu firmamento”. E... se negarem minha passagem, construirei um novo paraiso ali mesmo, com os ossos das horas que roubarei do abismo da tua ausencia!!!
Nossas mãos... já marcadas pelos anos, hão de se encontrar em cada encarnação. Talvez sejamos estatuas de sal nos desertos de um outro planeta, ou luzes gemeas dançando na aurora boreal. Não importa. Em qualquer forma, em qualquer veu de existência, reconhecerei teu brilho... aquele que me ensinou que o amor verdadeiro não ocupa espaço: ele é o espaço.
Até que o último astro se despeje em poeira…
... e além!!!
Aurora (TilaC)

1 Comments
"IF", do Rudyard Kipling.
ResponderEliminarLeitura obrigatória...
Cumprimentos.
João Barros da Costa
JOAO.BARROS.DA.COSTA@SAPO.PT